| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Cuculiformes |
| Família: | Cuculidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Crotophaginae |
| Swainson, 1837 | |
| Espécie: | C. major |
O anu-coroca é uma ave cuculiformes da família Cuculidae.
Também conhecido como groló, anum-coroi, anu-grande, anu-do-brejo, anu-hu, anu gorgoró (Ceará), anumará (Rio Grande do Norte e Paraíba), anu-canjiqueiro e anu-enchenteiro (Pains e Arcos em MG, onde relacionam o animal a uma lenda que, quando ave é vista, grandes temporais estão por vir e causarão enchentes). Esta espécie demonstra suas afinidades cuculine pelo seu geral, comportamento e seus movimentos lentos e letárgicos. C. major lembra C. ani muito em seus hábitos de orgulhosamente levantar a cauda quando alarmado, tomando sol para se manter aquecido em todas as oportunidades, e inclinando as asas. Mas não parece tão dilapidado e despenteado, as asas são normalmente dobradas no seu devido lugar e as penas são menos bagunçadas.
Seu nome científico significa: do (grego) krotön = carrapato; e -phagos, phagein = comer; crotophaga = comedor de carrapatos; e do (latim) major = maior. ⇒ Pássaro grande comedor de carrapatos.
Mede aprox. 46 centímetros de comprimento, com massa em torno de 150g, possui plumagem azul escuro, com íris branco-esverdeada. Sua retriz é longa, seu bico possui cumeeira proeminente. Canta em coro, fazendo bastante barulho. Sua vocalização se inicia por um profundo “oak”, melodioso “kü-örre”, seguida por sequencia monótona “wáu, wáu, wáu …”, estrofe prolongada bem sincronizada (uníssona), como voz de rã, que cessa como que a um comando. Vivem em pares de adultos, podendo ser de 2 a 7 casais. Há registros de grandes bandos com mais de 20 indivíduos.
Não possui subespécies.
Alimenta-se basicamente de artrópodes, mas é um oportunista, preda pequenos vertebrados, pesca em águas rasas e come frutos, coquinhos e sementes. Segue formigas-de-correição ocasionalmente.
Pode fazer ninhos individuais ou coletivos, estes últimos apresentando 20 ou mais grandes ovos de cor azul-esverdeada, cobertos com uma crosta calcária que é raspada sucessivamente durante a incubação. Geralmente o ninho localiza-se próximo à água.
Comum em florestas de galeria, margens de rios e lagos, pântanos e manguezais não tolerando ação antrópica. Às vezes pode agrupar-se em bandos bem maiores, com dezenas de indivíduos, mais comum em áreas mais preservadas. Na parte da manhã os pássaros voam para fora do seu local dormitório (em um árvore ou arbusto densamente folhados) para se alimentar antes de iniciar qualquer outra atividade. O bando pode invadir uma clareira em busca de comida, más raramente se desvia muito longe de árvores ou outra proteção. Durante o meio do dia os pássaros geralmente retornam para o matagal denso, onde eles permanecem inativos. No fim da tarde retomam suas atividades até à noite, quando eles se recolhem nos dormitórios novamente. Observou-se que as aves sempre dormiam no lado que recebeu os últimos raios do sol da tarde. Considerando o desejo evidente dessas aves para se manterem quentes e secas, parece provável que este comportamento serve a essa função.
Presente localmente em todo o Brasil e também do Panamá à Argentina.
Esta espécie tem uma distribuição populacional muito grande e, portanto, não é classificada como “Vulnerável sob o critério de tamanho da distribuição” (extensão de ocorrência <20.000 km2 combinado com um tamanho de declínio ou flutuação de alcance, extensão / qualidade do habitat, ou o tamanho da população e um número pequeno dos locais ou de fragmentação grave). Apesar do fato de que a tendência da população parece estar diminuindo, a redução não é acreditado para ser suficientemente rápido para se aproximar dos limiares de ”Vulnerável sob o critério de evolução da população” (> 30% de diminuição ao longo de dez anos ou três gerações). O tamanho da população não foi quantificado, mas não acredita-se aproximar os limiares para “Vulnerável sob o critério de tamanho da população” (<10.000 indivíduos maduros, com um declínio contínuo estimado em > 10% em dez anos ou três gerações, ou com uma determinada estrutura da população). Por essas razões, a espécie é avaliada como pouco preocupante. Esta espécie é suspeita de perder 13-14,2% do habitat apropriado dentro de sua distribuição ao longo de três gerações (13 anos) com base em um modelo de desmatamento na Amazônia (Soares-Filho et al. 2.006, Bird et al. 2.011). É, portanto, suspeito de diminuir em <25% ao longo de três gerações.